EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MEIO AMBIENTE
A educação ambiental surgiu com o objetivo de construir uma
consciência ecológica no ser humano, visando a mudança do comportamento humano
em relação à proteção da natureza. Uma maneira de se levar as pessoas a adquirirem
o hábito de preservar e proteger o meio ambiente é a Educação Ambiental. Comunidade,
escola e família que devem iniciar a educação para preservação do meio
ambiente.
A proteção do meio ambiente deve ser
orientada pela educação ambiental.
Na Carta de Belgrado de 1975, foi apresentada
uma linha de ação onde diz:
a) conscientizar os cidadãos de todo mundo
sobre o problema ambiental;
b) disponibilizar o acesso a conhecimentos
específicos sobre o meio ambiente;
c) promover atitudes para a preservação
ambiental;
d) desenvolver habilidades específicas
para ações ambientais;
e) criar uma capacidade de avaliação das
ações e programas implantados;
f) promover a participação de todos na
solução dos problemas ambientais.
Pelo que temos lido, observado, apesar de
constar em tratados, conferências, isso ainda não ocorre essa conscientização
nem a nível mundial, nem nacional, nem regional, apesar de haver uma
conscientização mundial em andamento, o que ainda impera é o desmatamento,
poluição, lixos abandonado a céu aberto, ocasionando um agravante nos problemas
ambientais produzindo o aquecimento
global, chuva ácida, o desgaste da camada de ozônio, a destruição de florestas. Na tentativa de minimizar esses
problemas, surgiram nos anos 70, movimentos ambientais que ganharam força
durante todos esses anos e que nos levam a refletir sobre as causas, efeitos e
responsabilidades de cada uma para assim, podermos buscar soluções.
Em 1779, na Inglaterra, o escocês Patrick Geddes, considerado o
¨Pai da Educação Ambiental ¨ já demonstrava sua enorme preocupação com as conseqüências
no ambiente natural pelos efeitos da revolução industrial e o processo de
urbanização, e, ainda nos dias atuais, a
humanidade não se conscientizou que precisa proteger o meio ambiente, reduzir
os níveis de poluição, acabar com o desmatamento, entre tantas coisa, para que
possamos preservar o meio ambiente, e, principalmente para que possamos
sobreviver.
Para IPCC, planeta nunca esteve pior
Painel do Clima apresenta relatório hoje em que indica avanço cada vez maior de gases de efeito estufa; temperatura pode subir até 6°C
27 de setembro de 2013 | 2h 05
Depois de seis anos de trabalhos, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, a maior autoridade em aquecimento global do mundo, lança hoje seu novo relatório-síntese sobre o estado do planeta. As constatações são drásticas: a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, gás oriundo da queima de combustíveis fósseis e o mais nocivo ao ambiente, cresceu 40% desde 1750 e continua a se acumular.
Com isso, a temperatura na Terra já subiu 0,89ºC entre 1901 e 2012 e vai se elevar entre 1,5ºC, no melhor cenário, e 6ºC no pior até o fim do século. E isso é só o começo.
Embora cientistas e delegados governamentais tenham invadido a madrugada de ontem em discussões sobre a terminologia do documento - até as 18 horas, apenas 70% do texto havia sido aprovado, após quatro dias do trabalho -, dados do relatório do IPCC já são conhecidos por fazerem parte dos mais importantes estudos científicos dos últimos seis anos. Por isso, o novo relatório, que será anunciado às 10h de hoje em Estocolmo (5h de Brasília), é visto como o melhor inventário sobre o estado do planeta já realizado pelo homem.
Pelos cálculos do IPCC, a concentração de CO2 na atmosfera vem se intensificando - subiu 20% entre 1750 e 1958 e chegou a 40% agora. O resultado imediato é o agravamento do efeito estufa, que provoca o aquecimento da Terra. "Cada uma das últimas três décadas foi mais quente que todas as décadas precedentes desde 1850, e a primeira década do século 21 foi a mais quente", advertirá o relatório. Entre 2016 e 2035, o planeta deve aquecer entre 0,3ºC e 0,7ºC.
Antropogênica. A conclusão mais importante de todas as trazidas pelo relatório não é nova, mas é cada vez mais certa. Com 95% de certeza, os cientistas indicam a ação do homem - "antropogênica" - como a maior causa do aquecimento global. Há seis anos, essa certeza era de 90%, e em 2001, de 66%.
Por apresentar uma síntese de dados tão densa e consensual, o IPCC - prêmio Nobel da Paz de 2007 - virou referência mundial. O sumário de hoje, de 31 páginas, escrito por 209 autores-líderes e 50 editores de 39 países, toma por base outro relatório, de 2 mil páginas, a ser publicado na segunda-feira.
Mesmo tendo sido alvo de ondas de críticas a partir de 2009, por erros pontuais em estudos, o relatório é considerado pelos próprios delegados governamentais como "extremamente influente", devendo nortear as negociações diplomáticas entre a Conferência do Clima de Varsóvia (COP 19), em novembro, e a de Paris (COP 21), em 2015, quando líderes políticos tentarão fechar um novo acordo. "Eu espero que as descobertas do IPCC sejam um novo toque de clarim para a ação", reiterou ontem Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção do Clima da ONU.
A mesma expectativa também é manifestada pela sociedade civil e por organizações não governamentais. Para Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas da WWF Brasil, a publicação do relatório abre um novo ciclo de pressões políticas. "O IPCC é formado por governos. Portanto, eles têm a responsabilidade de tomar as decisões."
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